{"id":402,"date":"2017-05-12T13:18:58","date_gmt":"2017-05-12T16:18:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/?p=402"},"modified":"2026-03-30T09:19:17","modified_gmt":"2026-03-30T12:19:17","slug":"representatividade-afro-brasileira-e-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/2017\/05\/representatividade-afro-brasileira-e-indigena\/","title":{"rendered":"Representatividade afro-brasileira e ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Claudia Lins*<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/REPRESENTATIVIDADEAFROBRASILEIRA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-406\" src=\"http:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/REPRESENTATIVIDADEAFROBRASILEIRA.jpg\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"635\" srcset=\"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/REPRESENTATIVIDADEAFROBRASILEIRA.jpg 998w, https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/REPRESENTATIVIDADEAFROBRASILEIRA-296x300.jpg 296w, https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/REPRESENTATIVIDADEAFROBRASILEIRA-768x780.jpg 768w, https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/REPRESENTATIVIDADEAFROBRASILEIRA-197x200.jpg 197w\" sizes=\"auto, (max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>\u201cPrecisamos criar um ambiente real de diversidade liter\u00e1ria em nossas escolas!\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Penso nisso enquanto busco traduzir em palavras sentimentos que h\u00e1 muito me inquietam. Recentemente, vivenciei numa feira escolar na cidade de Macei\u00f3, onde moro, comportamentos de crian\u00e7as muito pequenas, com quatro, cinco anos de idade, que revelam total rejei\u00e7\u00e3o a presen\u00e7a da figura humana afro-brasileira nos livros infantis.<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o gosto dessa cor\u201d<\/strong>, foi o que me disse um garotinho ao apontar para a capa de um de meus livros,\u00a0<em>NYUNI o menino p\u00e1ssaro,<\/em>\u00a0ilustrado pela mineira Denise Rochael. Tal afirma\u00e7\u00e3o surgiu ap\u00f3s longa insist\u00eancia da m\u00e3e dele para que ele levasse o livro para casa. Custou aquele garotinho de pele branca admitir o real motivo pelo qual n\u00e3o queria o livro presenteado por sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>Minutos antes desse di\u00e1logo acontecer, a m\u00e3e dele e eu, convers\u00e1vamos a respeito de uma realidade que como formadora de leitores, tenho percebido a cada ano mais intensa, especialmente no estado de Alagoas, onde vivo, produzo e busco inspira\u00e7\u00e3o para meus projetos criativos. Eis o que tenho sistematicamente observado:\u00a0<strong>crian\u00e7as e adolescentes demonstrando rejei\u00e7\u00e3o ou profundo desinteresse por livros de tem\u00e1tica africana ou afro-brasileira, que apresentem pessoas negras na capa ou discorram sobre narrativas ind\u00edgenas<\/strong>.<\/p>\n<p>A m\u00e3e daquele garotinho me ouviu falar sobre o que aparentemente nunca havia se dado conta. Disposta a incentivar um novo olhar a respeito da diversidade\u00a0 em sua pr\u00f3pria casa, comprou o livro e me pediu um aut\u00f3grafo especial para o filho de cinco anos. Tamb\u00e9m comprou exemplares de outros t\u00edtulos, mas por ter escolhido seu primeiro livro com um protagonista negro na capa, saiu com o sentimento de uma escolha feliz.<\/p>\n<p><strong>\u201cDepois trago ele aqui para voc\u00eas tirarem uma foto\u201d<\/strong>, ela me disse. N\u00e3o demorou muito e na hora do intervalo, retornou com o filho, que n\u00e3o escondia sua indigna\u00e7\u00e3o pelo presente. Bastante chateado, ele repetia: \u201cn\u00e3o quero esse livro, n\u00e3o gosto dessa hist\u00f3ria\u2026\u201d<\/p>\n<p>Percebendo e j\u00e1 compreendo o que acabara de acontecer, pude intervir com cuidado, enquanto o garotinho insistia para me devolver o livro.<\/p>\n<p><strong>\u201cMas voc\u00ea ainda nem leu a hist\u00f3ria. Por qual motivo n\u00e3o gostou?<\/strong>\u201d<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o gosto!\u201d<\/strong>, ele respondeu empurrando o livro para eu aceitar de volta.<\/p>\n<p>Com carinho e firmeza, prossegui com minhas indaga\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><strong>\u201cMas ent\u00e3o me explique para que eu possa entender. O que tem nessa hist\u00f3ria que voc\u00ea n\u00e3o gosta? Pode dizer! N\u00e3o vou ficar chateada!\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00e3e me olha como se algu\u00e9m tivesse acabado de acender uma luz em seu pensamento. Noto o quanto est\u00e1 constrangida, mas meu objetivo \u00e9 argumentar com o menino em busca de uma compreens\u00e3o sobre sentimentos que mesmo a ele custam ser admitidos.<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o quero esse livro!\u201d<\/strong>\u00a0\u2013 ele responde tentando afastar o livro, querendo dar a quest\u00e3o por encerrada.<a href=\"http:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/CAPA-DO-LIVRO-NYUNI-o-menino-p\u00e1ssaro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-408\" src=\"http:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/CAPA-DO-LIVRO-NYUNI-o-menino-p\u00e1ssaro-300x265.jpg\" alt=\"\" width=\"397\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/CAPA-DO-LIVRO-NYUNI-o-menino-p\u00e1ssaro-300x265.jpg 300w, https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/CAPA-DO-LIVRO-NYUNI-o-menino-p\u00e1ssaro-768x679.jpg 768w, https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/CAPA-DO-LIVRO-NYUNI-o-menino-p\u00e1ssaro-1024x905.jpg 1024w, https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/CAPA-DO-LIVRO-NYUNI-o-menino-p\u00e1ssaro-200x177.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>\u201cOlha, n\u00e3o posso ficar com o livro porque ele j\u00e1 est\u00e1 autografado. Mas tem certeza de que n\u00e3o quer me contar o que tem nessa hist\u00f3ria que voc\u00ea n\u00e3o gosta?\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Dessa vez \u00e9 a m\u00e3e a intervir na conversa:<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o, ele vai levar o livro. \u00c9 legal, a mam\u00e3e vai ler pra voc\u00ea!\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o quero esse livro, j\u00e1 disse!\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Percebendo que o menino est\u00e1 a ponto de dizer o real motivo de sua rejei\u00e7\u00e3o, pergunto novamente:<\/p>\n<p><strong>\u201cMas me diga, o que tem esse livro que voc\u00ea n\u00e3o gosta?\u201d<\/strong><\/p>\n<p>E ele, j\u00e1 sem saber o que dizer, e sem querer prolongar nossa conversa, admite, apontando para o personagem negro na capa do livro:<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o gosto dessa hist\u00f3ria, n\u00e3o gosto dessa cor!\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Pausa, constrangimento profundo da m\u00e3e\u2026 Fa\u00e7o minha \u00faltima interven\u00e7\u00e3o carinhosa:<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o posso ficar com esse livro porque o seu nome est\u00e1 escrito nele, mas a mam\u00e3e vai levar e ler para voc\u00ea e voc\u00ea vai ver que todos n\u00f3s temos uma boa hist\u00f3ria para contar, n\u00e3o importa a cor da nossa pele\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>O menino e a m\u00e3e v\u00e3o embora com o livro. A m\u00e3e volta e me diz num aperto de m\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>\u201cParab\u00e9ns por seu trabalho!\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Alguns minutos depois, na mesma feira, outra situa\u00e7\u00e3o. Vejo se aproximar do estande onde me encontro, uma m\u00e3e negra que logo se sente atra\u00edda por NYUNI, o menino negro da capa do livro. O filho, aluno da classe do maternal ou jardim, aparentando uns 4 anos, escolhe um de meus lan\u00e7amentos, o livro, Dez Elefantinhos do Balacobaco. Ele bate o p\u00e9 quando a m\u00e3e diz que vai levar o NYUNI.<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o quero esse livro!<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cMas \u00e9 legal, filho, O menino p\u00e1ssaro!\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o quero, m\u00e3e. Esse n\u00e3o quero\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Ela tenta em v\u00e3o mostrar as belas ilustra\u00e7\u00f5es e a hist\u00f3ria. Os dois debatem num impasse, mas a m\u00e3e \u00e9 firme:<\/p>\n<p><strong>\u201cA mam\u00e3e vai levar o livro dos Elefantinhos, mas tamb\u00e9m vai levar esse\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>O menininho esperneia. Ent\u00e3o, sua m\u00e3e diz que vai levar para Gabriel, o irm\u00e3o dele. Ainda assim, o pequeno continua rejeitando o livro escolhido.<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o quero, n\u00e3o quero\u201d<\/strong>. \u2013 ele choraminga<\/p>\n<p>A m\u00e3e insiste e compra os dois livros, mesmo sob protestos. E eu pisco para ela, numa tentativa de salvar aquela situa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>\u201cVamos combinar o seguinte: o livro dos Elefantinhos, a mam\u00e3e est\u00e1 comprando para voc\u00ea e o do NYUNI, a tia Claudia vai dar de presente para o Gabriel<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cMas eu n\u00e3o quero esse livro\u201d<\/strong>. \u2013 ele ainda esbraveja.<\/p>\n<p>Convicta de sua escolha, essa m\u00e3e comprou o livro para o outro filho, pediu aut\u00f3grafo e o levou para casa, apesar da recusa de seu ca\u00e7ula. No entanto, a segunda situa\u00e7\u00e3o de rejei\u00e7\u00e3o no mesmo dia, dessa vez protagonizada por uma crian\u00e7a de pele negra, reflete o que muitas escolas e fam\u00edlias vivenciam sem tentar transpor ou ao menos tentar compreender e ressignificar. Crian\u00e7as e adolescentes resistentes aos livros que se relacionem com a cultura afro-brasileira de certo modo nos enviam um importante alerta. Em muitas situa\u00e7\u00f5es, percebo que eles nem se permitem a curiosidade de tentar conhecer os exemplares desses livros, como fazem com outros t\u00edtulos. Simplesmente n\u00e3o se sentem atra\u00eddos por livros ilustrados que retratem essa diversidade.<\/p>\n<p>Se \u00e9 correto dizer que uma crian\u00e7a n\u00e3o nasce racista, tamb\u00e9m \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o estarmos atentos aos comportamentos que podem refor\u00e7ar atitudes racistas e preconceituosas entre nossas crian\u00e7as brancas, negras ou ind\u00edgenas. Tanto nas escolas quanto nas fam\u00edlias, precisamos educar o nosso olhar para contemplar a diversidade de etnias e culturas em nossas escolhas liter\u00e1rias, nos brinquedos que apresentamos ou nas afirma\u00e7\u00f5es positivas que empoderem o p\u00fablico infantojuvenil contra o que a sociedade e o marketing de consumo cotidianamente nos imp\u00f5em:\u00a0<strong>\u201ca cultura do embranquecimento\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Seja nos brinquedos que presenteamos, nos desenhos animados, nas releituras dos cl\u00e1ssicos onde pr\u00edncipes e princesas e super-her\u00f3is seguem o estilo Disney, estamos reafirmando uma mensagem para nosso p\u00fablico infantojuvenil. Estamos dizendo a essas crian\u00e7as e jovens:\u00a0<strong>que o que tem valor est\u00e1 baseado numa cultura branca<\/strong>. Desse modo, torna-se compreens\u00edvel que mesmo nossas crian\u00e7as e jovens afro-brasileiros ignorem a auto-imagem refletida nos livros ou brinquedos, por desejarem ser representados da maneira como a sociedade julga ser a ideal.<\/p>\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia de apresentarmos esses personagens negros ou ind\u00edgenas cada vez mais misturados como somos todos n\u00f3s brasileiros, diversos e n\u00e3o segmentados aos temas africanos, especialmente se levarmos em conta como foi constru\u00eddo no nosso imagin\u00e1rio brasileiro a presen\u00e7a do negro na sociedade.<\/p>\n<p>O meu lado jornalista est\u00e1 sempre observando, ouvindo, apurando o que vai na cabe\u00e7a das pessoas. Como autora, essas experi\u00eancias me fazem pensar enredos e personagens. Mas minhas observa\u00e7\u00f5es sobre o que escrevo v\u00eam da conviv\u00eancia de alguns anos no ambiente escolar e das perspectivas que traduzo a partir de coment\u00e1rios e comportamentos de leitores infantojuvenis.<\/p>\n<p>Escrevo hist\u00f3rias inspiradas na cultura afro-brasileira ou que reafirmem a presen\u00e7a de diferentes etnias e culturas, porque desejo contar boas hist\u00f3rias. N\u00e3o quero fazer disso uma bandeira existencial. Mas me coloco no lugar de milhares de crian\u00e7as afro-brasileiras que n\u00e3o se v\u00eaem representadas na literatura com toda sua beleza e diversidade. As editoras tamb\u00e9m precisam levar essa realidade em conta quando escolhem publicar suas hist\u00f3rias pensando nesse p\u00fablico.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos conte\u00fados pedag\u00f3gicos, dos temas obrigat\u00f3rios por lei ou ditados pelos programas governamentais de compra de t\u00edtulos, existe um leitor consumidor que quer se ver refletido nessa literatura: humano, diverso e belo. E nisso tamb\u00e9m consiste o grande desafio futuro para escolas e fam\u00edlias. Enquanto educadores, precisamos estar atentos a essa falta de representatividade. Isso me inquieta muito mais por viver em Alagoas, terra onde existiu Zumbi e o Quilombo dos Palmares, o mais importante quilombo brasileiro, \u00edcones que deveriam representar fonte de orgulho supremo e hero\u00edsmo para gera\u00e7\u00f5es de alagoanos. Mas no s\u00e9culo XXI, nessa terra ainda se chama negro de \u201cmoreno\u201d, pois culturalmente, referir-se a algu\u00e9m como sendo negro traduz-se ofensa.<\/p>\n<p>Enquanto isso, na vizinha Aracaju, cidade do estado de Sergipe, vi meninos e meninas louros, com seus cabelos de cachinhos dourados, crian\u00e7as de diferentes idades, formarem filas para comprar NYUNI e em tom animado repetirem:\u00a0<strong>\u201c<\/strong><em><strong>eu quero esse livro!\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/FOTO-CLAUDIA-LINS2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-58\" src=\"http:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/FOTO-CLAUDIA-LINS2-276x300.jpg\" alt=\"\" width=\"276\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/FOTO-CLAUDIA-LINS2-276x300.jpg 276w, https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/FOTO-CLAUDIA-LINS2-184x200.jpg 184w, https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/FOTO-CLAUDIA-LINS2.jpg 654w\" sizes=\"auto, (max-width: 276px) 100vw, 276px\" \/><\/a>E por acreditar que a literatura pode libertar mentes, n\u00e3o importa a idade, sigo em minha trajet\u00f3ria\u00a0de escrita e de editora, atenta a todas essas provoca\u00e7\u00f5es. Sempre a refletir sobre os caminhos a serem constru\u00eddos para\u00a0conduzir leitores a riqueza da diversidade humana. E sonho como uma escola brasileira aberta a essa reflex\u00e3o, com desejo real de oportunizar um ambiente respeitoso e realmente diverso.<\/p>\n<p><em>*\u00a0<\/em><strong>Claudia<\/strong>\u00a0<strong>Lins<\/strong>, carioca com cora\u00e7\u00e3o enraizado em Macei\u00f3,<strong>\u00a0<\/strong><em>\u00a0\u00e9 autora com mais de 15 livros infantojuvenis publicados, jornalista, especialista em Literatura Infantojuvenil e Conta\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3rias na Escola pela Uniara (SP), atua em programas de forma\u00e7\u00e3o de leitores, coordena a Rede Ler e Compartilhar, a editora e o portal Mundo Leitura.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"line-height: 13.65pt; background: white; margin: 7.5pt 0cm 11.25pt 0cm;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Defender a presen\u00e7a da diversidade \u00e9tnica liter\u00e1ria nas escolas \u00e9 educar gera\u00e7\u00f5es para conviver com pessoas e culturas diversas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":412,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-402","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=402"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":421,"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402\/revisions\/421"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/media\/412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mundoleitura.com.br\/editora\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}